Reprodução/H2FOZ (Foz do Iguaçu)Por que algumas pessoas transformam respostas simples em longas histórias
Falar além do necessário pode estar ligado a ansiedade, insegurança, necessidade de evitar julgamentos ou desejo de criar proximidade. O tema é abordado no quadro “Quem foi que disse?”, do H2FOZ.
Uma pergunta objetiva, como “Que horas são?”, pode acabar dando início a uma narrativa com detalhes sobre a rotina, o trânsito e encontros do dia. Para o H2FOZ, esse comportamento é comum e pode ocorrer com pessoas que falam mais do que pretendiam.
A explicação nem sempre está relacionada à falta de educação. Segundo o conteúdo, algumas pessoas se sentem desconfortáveis com o silêncio ou acreditam que precisam explicar tudo para não serem julgadas. Outras usam a conversa para demonstrar interesse e criar proximidade.
O excesso de fala também pode aparecer associado à ansiedade. Nesse caso, falar ajuda a organizar os pensamentos e, sem que a pessoa perceba, uma resposta curta se transforma em uma narrativa longa. Personalidade, contexto e cultura familiar também influenciam a maneira de se comunicar.
O texto ressalta que falar muito não significa, por si só, a existência de um transtorno. A avaliação profissional pode ser necessária apenas em situações específicas, acompanhadas de outros sinais. A proposta é observar o equilíbrio entre falar e ouvir e considerar o que pode estar sendo comunicado além das palavras.
O quadro “Quem foi que disse?” é uma realização do H2FOZ em parceria com o Instituto Polo Iguassu.
Fonte: H2FOZ (Foz do Iguaçu)